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Evento: PRAÇA MAURO DUARTE
Data: 30/06/2012

Evento: RIO SCENARIUM
Data: 28/06/2012

Evento: SOUSA - PB
Data: 24/06/2012

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Nascido em São Francisco do Chabocão, naquela época município de Sousa, na Paraíba, Chico Salles mudou-se para o Rio de Janeiro nos anos 70, trazendo na bagagem as influências musicais que marcaram sua adolescência no Nordeste. Inspirados nos xotes, xaxados e baiões que alegravam as noites do sertão paraibano, nasceram suas primeiras composições, que eram mostradas apenas em reuniões familiares.

Ao chegar à Cidade Maravilhosa, na juventude, ele misturou no mesmo caldeirão as suas raízes e as lições de mestres como Paulinho da Viola, Chico Buarque e Martinho da Vila, que compunham a trilha musical de seus tempos de estudante universitário. Enquanto trabalhava de dia e estudava à noite, ainda arranjou tempo para aprender a tocar o violão, companheiro inseparável nos momentos de inspiração.

Nos anos 80, já formado em engenharia, conheceu o trapalhão Mussum, que o levou aos mais tradicionais redutos do samba, como o "Buraco Quente" da Mangueira e o pagode do Cacique de Ramos, freqüentados por sambistas do quilate de Beth Carvalho, Sombrinha e Jorge Aragão, entre outros.


A amizade com Mussum, que foi seu vizinho num condomínio em Jacarepaguá, rendeu também uma parceria musical. Além de fundarem o Bloco "Elas e Elas" em 1985, eles fizeram juntos muitos sambas, músicas de carnaval e até um xote. Algumas dessas composições nasceram na mesa do bar de "seu" Antônio, onde os dois se reuniam todos os sábados em torno de quitutes carioquíssimos, como rabada com angu, e uma cerveja bem gelada.

Em suas andanças pelo mundo do samba, Chico Salles encontrou novos parceiros como Noca da Portela e Roberto Serrão, que gravaram músicas de sua autoria, e Beto Moura, com quem passou a participar de concursos de escolha dos enredos de blocos carnavalescos, como o "Simpatia é Quase Amor", a "Banda da Barra" e o "Barbas", e da escola de samba Unidos da Tijuca, onde por dois anos foi finalista.Um dos sambas que fez para a Banda da Barra, em 97, tornou-se hino oficial de carnaval do bloco desde então. Essa música: "Cabral descobriu o Brasil. A Barra descobriu a Banda" foi gravada por Gera, o puxador de samba da Portela, e já foi cantada por Sandra de Sá.

Por conta do sucesso da Banda da Barra, no final de 99, formou-se um outro bloco no bairro, o "Vem Cá Me Dá", cujo nome foi tirado de um samba que ele compôs para o "Simpatia", há oito anos, intitulado "Simpatia na Cabeça", que chegou a final e, apesar de perder, fez muito sucesso.

Até então, ainda não lhe passava pela cabeça subir ao palco para cantar suas próprias composições. Mas ele mudou de idéia em 97, quando passou a freqüentar a happy hour da Casa de Cultura da Universidade Estácio de Sá. Incentivado pelo maestro Anselmo Mazzoni começou a soltar a voz diante do público, em canjas que logo se transformaram em shows.


De uma dessas apresentações nasceu o CD Confissões, gravado ao vivo, com produção de Alceu Maia. Nesse disco, Chico Salles reuniu um repertório que mescla sambas e músicas nordestinas, traçando um painel de suas influências musicais. A faixa Maracatu foi gravada em clipe na Feira de São Cristóvão, um dos mais tradicionais redutos nordestinos no Rio.

O sucesso do trabalho de estréia de Chico Salles como intérprete pode ser medido pela repercussão dos shows que ele fez no Bar do Tom, no Vinícius Piano Bar, no Teatro Rival, no Malagueta, no Emoções, no Garden Hall e no Mistura Fina no Rio, no Green Valley Club em Teresópolis, e no Feitiço Mineiro em Brasília.

Em 2002 Chico Salles lançou o seu segundo CD, intitulado Nordestino Carioca, em que resgata suas raízes nordestinas. Produzido pelo maestro Chiquinho Chagas, o disco é inspirado nos forrós de sua terra natal, embalados pelo som da sanfona, do triângulo e da zabumba. Neste novo trabalho, Chico Salles presta uma homenagem ao velho parceiro Mussum, cantando o xote "Pinto no Xerém", que os dois compuseram juntos, pouco antes do trapalhão partir para o andar de cima.

O título do CD é também uma homenagem à Cidade Maravilhosa, de um nordestino de nascença, mas carioca de coração. "Sou carioca da clara, porque o carioca da gema é o que nasce no Rio. Sou da clara, mas estou dentro do ovo", diz ele.

Em 2005 Chico o seu terceiro CD "FORROZANDO", produzido por José Milton, com repertório genuinamente pé de serra, cantando outros autores consagrados, (Patativa do Assaré e Téo Azevedo, Fagner e Abel Silva, Petrúcio Amorim e Bráulio de Castro, Lúcio Barbosa, e outros), e foi indicado para o Prêmio Tim como melhor CD e melhor cantor na categoria regional.

Em 2007 apresenta o seu 4º CD, “TÁ NO SANGUE E NO SUOR”, também produzido por José Milton, ampliando o conceito de qualidade e sonoridade do CD anterior.

Em 2009 Chico Salles tem o seu livro CORDELinho premiado pela ABL –  Academia Brasileira de Letras, como melhor livro infanto-juvenil daquele ano.

Atualmente esta preparando o lançamento do seu recente CD, “O BICHO PEGA”, pela gravadora Som Livre. Este CD foi novamente produzido por José Milton, com a ampliação da qualidade percussiva e sonora, dividindo o repertório meio a meio com outros importantes Compositores.

Chico é membro e Diretor Cultural da ABLC - ACADEMIA BRASILEIRA DE LITERATURA DE CORDEL, ocupando a cadeira originalmente pertencente ao ilustre brasileiro Catulo da Paixão Cearense, e tem mais de quarenta títulos de cordel publicados. Chico Salles também recebeu em 2008, o Título de Cidadão Carioca, o que muito lhe orgulha.
 

 
   
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